Ecolocalização ou Biosonar; Visão Sônica

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Ecolocalização ou Biosonar; Visão Sônica

A Ecolocalização é considerado pela Biologia como sendo um dos sentidos de alguns animais. É a capacidade que um ser vivo tem de saber a sua distância de qualquer coisa que possua massa através do eco (reflexo de onda sonora) refletido pelo objeto. Baseado nessa capacidade biológica, os seres-humanos, mais especificamente o físico francês Paul Langevin construiu o primeiro aparelho que nós conhecemos como Sonar. Os humanos não desenvolveram essa capacidade de se orientar pelo som, com exceção de Ben, um jovem cego de 16 anos.

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Ecolocalização ou Biosonar; Visão Sônica
Ben, único ser-humano com sistema de ecolocalização.


No último final de semana eu estava assistindo a um documentário (Visão Sônica) no Discovery Channel e fiquei impressionado. Tratava-se de um garoto cego que andava de bicicleta, patins, jogava basquete e até videogame! Porra, mas se ele é cego, como ele faz isso? E não pense que é qualquer cego, pois ele não possui os dois olhos. Ele usa uns olhos artificiais para preencher os buracos.

Os olhos de Ben foram removidos quando ele tinha apenas 3 anos de idade devido a um câncer que os médicos temiam se espalhar por todo o cérebro. Desde então, Ben começou desenvolver a incrível capacidade de se orientar através dos sons refletidos pelos objetos. Segundo sua mãe, o garoto começou mostrou que possuia tal habilitade apenas um ano e meio após a cirurgia, quando eles estavam no carro e Ben perguntou: "Mãe, você está vendo esse prédio grande aqui do lado?". WTF? oO

Alguns animais utilizam a ecolocalização naturalmente, pois já nascem com essa habilidade de se orientarem pelo eco produzido pelos objetos, daí vem o nome ecolocalização. Como é o caso dos morcegos, golfinhos e outros. Já nome biosonar varia da criação humana (do físico francês) Sonar, que uma sigla para representar Sound Navigation And Ranging. Dessa forma, biosonar seria um sonar biológico.

Como funciona a ecolocalização nos morcegos?

Os morcegos são bichos bem estranhos. Primeiro porque eles dormem pendurados. Já não bastasse essa bizarrice, é em posição invertida, pendurados de ponta cabeça. Depois porque são os únicos mamíferos capazes de voar.

Trecho retirado da Wikipedia:

O morcego emite ondas ultra-sônicas, isso é, com freqüência muito alta, na faixa de 20 a 215 kHz, pelas narinas ou pela boca, dependendo da espécie. Essas ondas atingem obstáculos no ambiente e voltam na forma de ecos com freqüência menor. Esses ecos são recebidos pelo morcego e com base no tempo em que os ecos demoraram a voltar, nas direções de onde vieram e nas direções de onde nenhum eco veio, os morcegos percebem se há obstáculos no caminho, as distâncias, as formas e as velocidades relativas entre eles, no caso de insetos voadores que servem de alimento, por exemplo. Desse modo esse sentido chama-se ecolocalização, ou seja, orientação por ecos, uma habilidade que eles dividem com os golfinhos e as baleias e alguns pássaros. O modo de utilizá-la varia para cada espécie, alguns emitem sons puros que duram até 150 milissegundos, enquanto outros usam uma série de “chilreios” curtos. A eficiência da ecolocalização também varia entre as espécies, sendo que os de hábito alimentar insetívoro, ou predadores de insetos em geral, possuem esse sistema mais desenvolvido. Mesmo na escuridão total,, o morcego consegue capturar sua presa em pleno vôo.

Biosonar dos golfinhos

A ecolocalização nos golfinhos é uma das mais fodas, senão a mais. É muito superior a qualquer sistema criado pelo homem.

Trechos retirados também da Wikipedia:

O golfinho possui um extraordinário sistema acústico de ecolocalização que lhe permite obter informações sobre outros animais e o ambiente, pois consegue produzir sons de alta freqüência ou ultra-sônicos, na faixa de 150 kHz, sob a forma de "clicks" ou estalidos.

Quando o som atinge um objeto ou presa, parte é refletida de volta na forma de eco e é captado por um grande órgão adiposo ou tecido especial no seu maxilar inferior ou mandíbula, sendo os sons transmitidos ao ouvido interno ou médio e daí para o cérebro.

Assim que o eco é recebido, o golfinho gera outro estalido. Quanto mais perto está do objeto que examina, mais rápido é o eco e com mais freqüência os estalidos são emitidos. O lapso temporal entre os estalidos permite ao golfinho identificar a distância que o separa do objeto ou presa em movimento. Pela continuidade deste processo, o golfinho consegue seguí-los, sendo capaz de o fazer num ambiente com ruídos, de assobiar e ecoar ao mesmo tempo e pode ecoar diferentes objetos simultaneamente.

A ecolocalização dos golfinhos, além de permitir saber a distancia do objeto e se o mesmo está em movimento ou não, permite saber a textura, a densidade e o tamanho do objeto ou presa.

Outro mamífero capaz de se localizar pelo eco são as baleias. O cachalote é um dos mamíferos capazes de mergulhar a uma maior profundidae, podendo chegar a uma profundidade de até 3 km. Você deve imaginar como é escuro em águas tão profundas assim. Por isso o cachalote possui o seu sistema de ecolocalização auxiliado pelo espermacete – isso não é o que você pensa.

Ecolocalização nos humanos em Ben oO

Após ter perdido os olhos, Ben começou a perceber que os objetos ecoavam diferente de acordo com o seu formato, tamanho e distância que estavam. Com isso, um mapa mental das coisas ao seu redor começou a ser formado, possibilitando ao garoto um tipo de visão que nós provavelmente nunca saberemos como seja.

Ben percebeu ainda que ele poderia produzir um som específico para auxiliar em sua localização, e sem saber, ele resolveu produzir uns estalidos parecidos com os do golfinhos! Desde criança, bem faz uns estalos com a língua que vem sendo aprimorado. De forma extraordinária, Ben consegue captar o eco de objetos mesmo a pequenas distâncias. Segundo a Wikipedia um humano não consegue diferenciar o eco do som que produzimos se um objeto tiver a menos de 17 metros.

De acordo com o eco, Ben consegue saber a que distância um objeto está, se o objeto está se movendo e até o seu formato. Ele pode identificar objetos iguais por exemplo. Claro que estou falando da forma, então entenda como objetos iguais aqueles que possuem a mesma forma, esquecendo as cores, pois isso ele logicamente não identifica.

A forma como Ben vê as coisas tem as suas vantagens sobre a visão humana; Ele sabe o que acontece à sua volta, literalmente, pois consegue saber de algo se aproximando atrás dele. Consegue saber também que um carro está virando na esquina mais próxima. Mas, também tem suas desvantagens; Buracos não refletem o som, e por isso não fazem eco. Conseqüentemente, Ben não consegue diferenciar um buraco do chão plano. É melhor ele não largar a bengala.

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5 mil Comentários

  1. 17.10.08

    Caramba depois que você pensa, que já viu de tudo nessa vida, vc se engana

    esse ben é bem ligeiro suhauhsahusuhsauh

    Responder
  2. 17.10.08

    Texto bom heim! =D

    Mas quero mermo é saber das minhas visitas voltarem, vou perguntar para o Ben, se ele consegue ver algum rastro do google no meu site na ecolocalização! HAUHAUahua

    Responder
  3. Luciano
    18.10.08

    Depois que terminei de assistir o documentário tentei fechar os olhos e andar pela casa fazendo estalidos para ter uma noção da parada. Quase bato de cara na parede :)

    O instrutor do Ben se ecolocalizava, mas ele não tinha a moral do Ben, então não confiava muito na ecolocalização.

    Só não entendi como o Ben jogava vídeo game, já que as telas da TV não mudam de formato. Esse moleque deve ser cheater.

    Responder
  4. 22.10.08

    Nossa!
    Muito interessante a história desse garoto. Nosso cérebro é mesmo cheio de surpresas.

    Fico imaginando o que poderíamos fazer com um pouco de treino.

    Responder
  5. Rafa
    02.04.10

    Tudo que você disse é verdade e fui bem comentado, no entanto lhe escapou que esse não é o único individuo humano a fazê-lo xP
    Abraço

    Responder

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