Cuidado, não fale mal de uma planta nem por pensamento quando estiver perto dela. Segundo o estudo realizado na década de 60 por um cientista conhecido como Clive Backster, todos os seres vivos possuem algum tipo de percepção extra sensorial e estão ligados telepaticamente, com isso as plantas podem saber o que você está pensando sobre ela. Esse fenômeno é conhecido como Efeito Backster ou Percepção primária.
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Isso é o tipo de coisa que deixaria até o Padre Quevedo de cabelo em pé se ele fosse um pouco mais rico na região capilar
Eu estava assistindo ao programa Mythbusters quando vi que eles estavam prestes a testar uma coisa curiosa: verificar se as plantas e outros seres vivos possuem emoções e podem perceber "telepaticamente" as emoções dos outros.

O mito teve origem na década de 60, quando Cleve Backster, especialista em detectores de mentiras (aká polígrafo), descobriu por acaso o que ele chamou de Percepção Primária. Backster estava em seu laboratório, quando teve a idéia de medir o tempo que a água levaria para chegar da raíz até as folhas. Backster regou a planta e deu inicio ao experimento.
Por algum motivo qualquer ocorreu-me que seria interessante descobrir quanto tempo levaria para que água, partindo da raiz da planta, percorresse todo o longo caule até chegar às folhas.
Após regar a planta ao máximo, eu pensei, "Minha nossa! Eu tenho bastante equipamento de poligrafia por aqui. Que tal se eu ligar numa folha a seção do polígrafo de resposta galvânica da pele?
Mas Backster notou que o contorno do gráfico do polígrafo era semelhante ao de uma pessoa sendo testada. Foi ai que ele teve a insana brilhante idéia de testar a planta oO
O cientista "torturou" a planta por 13 minutos e 55 segundos. Nesse tempo ele fazia coisas como mergulhar as folhas no café quente, mas não obteve resposta alguma. Não contente, e provavelmente um pouco irritado com a experiência, Backster resolveu queimar as folhas da planta. Foi nesse ponto que ele viajou na maionese começou a achar que a planta leu o seu pensamento, pois o polígrafo entrou em intensa agitação. Ele poderia ter simplesmente concluído que a água havia chegado até as folhas =P
Talvez Backster estivesse muito doidão naquela tarde e tenha cometido um erro conhecido como desvio para confirmação. É o erro que cometemos quando acreditamos naquilo que queremos acreditar. É como você observar a lei de Murphy apenas quando ela ocorre, ou quando você percebe que alguém pisou no seu pé justo quando ele está machucado. Mas você não presta atenção por exemplo quando o pão cai com a manteiga para cima, ou quando alguém pisa no seu pé quando ele não está arrebentado.
Os caçadores de mitos iniciaram seu experimento utilizando o mesmo modelo de polígrafo utilizado pelo Dr. Cleve Backster. Grant armou toda a parafernália e tomou os devidos cuidados para que não houvesse nenhuma interferência externa, para isso eles ficaram isolados dentro de um container, e então pediu para que Troy concentrasse seus pensamentos maléficos na planta. Para a surpresa deles, o polígrafo detectou uma alteração, e ela se repetia quando ele pensava de novo.
Como todos os mitos são sempre bem testados, eles saíram de dentro do container para eliminar a possibilidade do som (ou qualquer coisa vinda deles) pudesse influenciar nos resultados. Mas a resposta dessa vez foi outra, nenhuma alteração foi detectada.
Talvez os caçadores de mitos tenham cometido um erro já descrito por Backster:
Então chegou o meu parceiro da escola de poli grafia que tínhamos na época. Ele foi também capaz de fazer a mesma coisa, contanto que tivesse a intenção de queimar a folha da planta. Se apenas fingisse que iria queimar a folha, ela não reagia.
Ela podia saber a diferença entre fingir que iria fazer e realmente fazê-lo, o que é por si só bastante interessante sob um ponto de vista de psicologia vegetal.
Troy apenas estava pensando em torturar a planta, talvez seja por isso que "ela reagiu" apenas da primeira vez que ele fez isso? Será que nas outras tentativas ela já não sabia que ele estava fingindo? oO
A mesma planta foi utilizada em todos os testes.
O outro teste feito pelos caçadores foi um semelhante já feito pelo cientista. Backster fez um teste onde camarões de água salgada em ótimo estado de vitalidade era despejados aleatoriamente em uma panela com água fervente. Já que havia evidências de que o tecido doente ou moribundo não responde aos estímulos remotos e não transmite mensagens. E como era de se esperar, obteve resultados positivos.
No programa, Grant criou um dispositivo eletrônico que automaticamente (e aleatoriamente) despejava também na água fervente, ovos de galinhas. Após 45 minutos jogando ovos na água, o experimento teve fim, mas ao analisar os gráficos, nenhuma alteração foi detectada.
Pode ser que eles tenham cometido outro erro, pois ovos de galinha não apresentam ótimo estado de vitalidade, ou apresentam?
Eu lembro de um episódio do próprio programa, onde eles testavam se o ambiente agradável influenciava no crescimento das plantas. Será que pode ter alguma relação? xD
Apesar de não acreditar nessa besteira toda, eu acharia legal que eles confirmassem o mito ![]()
Já pensou em passar cola telepaticamente? =D
Eu prefiro acreditar que, no futuro, as pessoas enviarão seus pensamentos para as outras através de uma conexão bluetooth (ou semelhante)
Mas é melhor pensar duas vezes, ou melhor, nem pensar em xingar uma planta oO
Se as plantinhas realmente tiverem emoções, o que será da minha amiga Lili que é vegetariana? A coitada vai passar fome :T
Leitura:
Cleve Backster
Desvio para confirmação
Plant Perception
Percepção Vegetal
A mente das plantas
As plantas e a percepção extra-sensorial
As plantas têm sentimentos?
Percepção extra-sensorial
Oie!Bem legal, também vi os Caçadores de Mitos naquele dia =D
Bem legal, mas se pararmos pra pensar..
A planta tendo a "percepção extra sensorial" ela seria esperta para perceber q é um teste, ou ao menos não teria tanto medo da cara do troy xD
mas de qualquer forma foi bem legal!
Te+
fui..
so uma correçao,desculpe:
"a planta seu o seu pensamento, pois o polígrafo " seria
"a planta leu o seu pensamento, pois o polígrafo "
..
parabens..
otimo artigo.
@Estevao,
foi o que eu quis dizer quando me referi ao erro já descrito pelo cientista:
O teste poderia ter sido feito com uma pessoa que não sabia sobre o teste. Algo como falar pra alguém: "pega essa caixa de fósforos e queima aquela planta ali. Se brincar, a planta até sairia correndo
@Miguel,
obrigado, não tinha percebido =D
Só não concordo com a parte que você diz que o Myth buster testa os mitos de forma bem feita. Pelo contrário em vários programas os testes são incompletos e eles tiram as suas próprias conclusões, mesmo sabendo que seria necessário mais testes para chegar a tal conclusão!
Post muito bom hauhau!
Muito bem redigido, e essa parada de plantas ae, na minha opinião, é coisa da mente =D
talvez a percepção primária das plantas não seja exatamente uma consciência racional… é estupidez comparar a inteligência humana à um vegetal (sem entrarmos aqui em qualquer mérito qualitativo, tenha certeza que um vegetal não cometeria o mesmo infortúnio).
a planta dialoga com o meio através da própria linguagem natural, o sistema primal de signos à qual foucault se refere no segundo capítulo do livro "as palavras e as coisas". a percepção da planta pode ser assim deslocada para o modo como ela interage com o meio, através do seu processo de crescimento e maturação, atendendo à uma pré-disposição dos elementos sobrepostos em um grid estrutural. o crescimento dos galhos e folhas se dá de forma espiralada e em determinados ângulos que possibilitam que os ramos recebam uma quantidade semelhante de luz, por exemplo. já o girassol realiza a sua evolução de acordo com a posição do sol, demonstrando claramente que possui um mecanismo de resposta aos estímulos externos.
o que tem-se como "comunicação telepática" na verdade é uma antecipação. alguns experimentos de física quântica demonstram que as partículas podem responder de modo antecipado à uma ação, justificando talvez o fato do polígrafo detectar a iminência dessa ação.
dê uma vasculhada nessas coisas… abrá.